NOTA DA FRUNE SOBRE O PAGAMENTO DA PLR 2019

Postura da empresa foi totalmente inflexível

Na última semana, os trabalhadores de várias empresas do grupo Eletrobras, incluindo os da CHESF, receberam uma comunicação onde era informado o desconto realizado pela empresa sobre o valor da PLR 2019. Diante do comunicado, muitos trabalhadores ficaram surpresos. Sobre essa situação, os sindicatos que compõem a FRUNE esclarece todo processo. Vamos fazer uma retrospectiva de tudo que aconteceu até esse momento para que a categoria tenha conhecimento completo dos fatos. Mesmo com todos os esforços dos sindicatos, a negociação da PLR 2019 foi marcada pela confusão e retardo por parte da empresa, que fez um hiato nas negociações de mais de 5 meses. Retomando as discussões apenas no dia 16/09/2019. Desta data em diante, o discurso da empresa foi um só: OU ASSINA ATÉ DEZEMBRO OU NÃO VAI TER PLR.

Sem levar em conta em nenhum momento os argumentos colocados em mesa pelos representantes da categoria, a postura da empresa foi totalmente inflexível. Foram feitas imposições de termos que não concordamos, como a vinculação total do lucro e a distribuição de dividendos como condição “sine qua non”, a exclusão dos trabalhadores do CEPEL; o desconto de 25% dos valores da PLR/2019 e de PLR futuras, relativo a pretenso pagamento indevido nas PLR 2014, 2015, 2016, 2017 e 2018; a imposição de indicadores de produção individual sem a devida discussão com os trabalhadores para a admissão de indicadores; a imposição de limitador de R$ 50.000,00 para as empresas CHESF, FURNAS, ELETRONORTE, ELETRONUCLEAR E ELETROSUL, e de R$ 40.000,00 para as empresas CGTEE e AMAZONAS GT.

Todos esses pontos foram arduamente rechaçados pela nossa comissão. Nossos posicionamentos foram registrados em todas as atas de reuniões. Quando já se findava o tempo, a Eletrobras praticamente encurralou a categoria. Tivemos que realizar as assembleias deliberativas com os trabalhadores para a aprovação do termo, com o entendimento que da mesma forma que as PLR de 2015, 2016, 2017 e 2018 tiveram uma parte controversa, que estamos buscando reaver nos Tribunais, a empresa nos obriga mais uma vez a ter de recorrer a esse expediente.

É importante frisar que, mesmo depois de dezembro e de feita a assinatura do Termo, mas com a junção de uma notificação extrajudicial onde elencamos todos os pontos de discordância, tentamos manter o canal negocial aberto, inclusive convidamos a empresa para uma mediação junto com o TST, que se recusou. A empresa agora adota a postura mais vil e a muito não utilizada pelas suas direções de tentar manipular a opinião pública, colocando os trabalhadores contra seus sindicatos, com a publicação dessa pretensa dívida, como se nós houvéssemos concordado com tamanho absurdo. NÃO CONCORDAMOS! NÃO RECONHECEMOS! E VAMOS À LUTA!

Os sindicatos que compõem a FRUNE alertam os trabalhadores sobre os rumos que a negociação da PLR 2020 está tomando. Novamente, a empresa posterga as negociações. Houve uma primeira reunião em FEV/2020 e a segunda apenas em NOV/2020, na clara tentativa de nos ameaçar e nos chantagear com o mesmo discurso de “OU ASSINA OU NÃO TEM PLR”.

Lamentavelmente, esta situação serve para todos terem consciência de que isso é o resultado do ESTADO DE EXCEÇÃO em que vivemos no país. Estamos em um Estado ditatorial, onde a direção da empresa não respeita nem mesmo um acordo firmado no TST, que cobre as PLR de 2015 a 2018. A atual direção da empresa não tem a menor preocupação com o direito dos trabalhadores. A preocupação é atingir seu objetivo final pelo qual foram indicados: privatizar nossas empresas! Mas enquanto isso não acontecer, eles se divertem retirando nossos direitos.

A Frune e os sindicatos seguirão na luta e vão buscar judicialmente a correção dessas arbitrariedades.

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