Eletrobras vira balcão de negócios

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Após um ano de permanência do Sr. Wilson Pinto Junior à frente da Eletrobras, vai ficando mais transparente para todos quais são as reais intenções desse senhor e de seu grupo para os negócios do Sistema Eletrobras. Fazem parte desse grupo também: o “ministro” Paulo Pedrosa; o príncipe da privataria tucana, FHC, e seus asseclas. Pessoas que enxergam nas estatais remanescentes a possibilidade de negócios com empresas estrangeiras (venda), mesmo que isso coloque em risco os interesses e a posição do Brasil no contexto mundial.

O propalado Plano Desafio-21, elaborado pelo Sr. Wilson Pinto Junior, com o apoio da consultoria Roland Berger, nada mais é do que um plano de destruição da Eletrobras e suas subsidiárias: começa com medidas que buscam aniquilar o capital intelectual das empresas, colocar novos e antigos empregados uns contra os outros, passa pela venda das SPEs e termina com a privatização dos ativos das empresas (incluindo as maiores usinas do país).

Esse é o plano mirabolante do falante Wilson, e que, surpreendentemente, vem contando com o apoio de alguns desavisados ou deslumbrados pelo poder efêmero de uma mera gerência ou cargo de direção.

PAE – Com adesão livre e consciente, SIM! Com adesão por assédio – NÃO! Qualquer tipo de discriminação – NÃO!

Primeiro, implantam um Plano de Aposentadoria Extraordinário – PAE, cuja operacionalização está eivada de práticas abomináveis e discriminatórias. Transformam em dispensáveis os empregados com mais de 50 anos de idade, que estão no auge de sua vida produtiva; estabelecem de forma velada e dissimulada uma idade máxima para que um empregado permaneça em funções gerenciais e estratégicas; amedrontam empregados elegíveis, com conversas veladas e que induzem à adesão ao plano, estas dentre outras aberrações e covardias que estão acontecendo na Holding e nas subsidiárias

Finalidade do CSC é demitir

O CSC, dentro do plano do Wilson Pinto Junior e Roland Berger, tem por finalidade única a demissão de trabalhadores (as). Iniciam, com o apoio da Roland Berger, a implantação de um Centro de Serviços Compartilhados (CSC), tendo como “finalidade” o aumento da eficiência operacional, cujo objetivo principal, e declarado no PDNG, é a demissão de empregados. Para os desavisados e entusiasmados de plantão, é importante lembrar que o CSC significa a demissão de mais de 2.600 empregados e é isso que está no radar dos senhores Wilson Pinto Junior, dos alquimistas da Roland Berger, e do DJ Alexandre Aniz.

Direção a serviço dos Chineses

Em notícia publicada pelo Correio Brasiliense em 31/06/2017, aponta que os chineses, hoje donos da maior Usina Hidrelétrica do mundo, a Três Gargantas, querem comprar a Usina de Belo Monte, localizada no estado do Pará, em que a Eletrobras detém 49,98% de participação, e só foi viabilizada com a sua presença efetiva. A estratégia chinesa é clara, querem dominar a geração e a transmissão do maior país da América do Sul. Enxergam com precisão e astúcia as diversas oportunidades, colocadas em pauta por governo ilegítimo e descompromissado com o país e seu povo.

A privatização das usinas

O intuito desta nova reforma do setor elétrico, maquinada por aqueles que estão à frente do MME e da Eletrobras, é tornar as usinas hidroelétricas que foram revertidas à União em 2012, atrativas a um processo de privatização, estes são os primeiros passos, e estão fazendo isso, aproveitando o vácuo de poder e a desorientação política existentes no país.

O que querem o Sr. Paulo Pedrosa e o seu comandado Wilson Pinto Junior: transformar as Usinas do Complexo de Paulo Afonso, a Usina Sobradinho, a Usina de Xingó, a Usina de Itaparica, hoje congregadas na sexagenária e nordestina CHESF, numa espécie de estatal chinesa do nordeste brasileiro, que possivelmente chamaria: Hydroelectric Power Plants of the Chinese Empire in the Northeast of Brazil SA.

Já as Usinas hidroelétricas de propriedade de Furnas, espalhadas nas regiões sudeste, centro-oeste e norte do Brasil, tais como Furnas, Itumbiara, Foz do Chapecó, Estreito, Manso, Marimbondo, Peixoto, Peixe Angical, Porto Colômbia, Teles Pires, Serra da Mesa e Santo Antônio (participação), os visionários Wilson Pinto e Paulo Pedrosa, recomendariam aos chineses que substituíssem o nome Furnas, que é muito brasileiro e mineiro, por: Chinese Power Plants of the Economic Heart of Brazil SA.

Para as usinas da Eletronorte, localizadas na região amazônica, área cobiçada por muitas potencias mundiais, por suas riquezas minerais e biodiversidade, as UHE´s Tucuruí, Belo Monte (49.98% da Eletrobras), Samuel e Coaracy Nunes, seriam vendidas aos chineses e se transformariam, como planejado pelos estrategistas Paulo Pedrosa e Wilson Pinto, em: Strategic Power Stations of the Chinese Empire in Amazonia – Brazil SA.

Para a usina de Itaipu, os pensadores Paulo Pedrosa e Wilson Pinto, ficaram com dúvidas, e discutiram: para as usinas 100% brasileiras conseguimos definir com facilidade, agora no caso dessa tal de Itaipu, que é binacional, temos o Paraguai com sócios, mas não tem problema, vamos vender os nossos 50% para os chineses e sugerir que eles adotem o seguinte nome: Energetic Jewel of the Chinese Empire in Partnership with Paraguay located on the border with Brazil SA.

Os estrategistas Paulo Pedrosa e Wilson Pinto, ávidos e eficientes empreendedores, continuando seus planos, concluíram que seria melhor para o Brasil abrir mão das usinas termonucleares de Angra, discutiram, discutiram e definiram que a melhor alternativa seria vende-las para os Russos, nada de soviéticos, Russos mesmo! Seguindo o script anterior, também sugeriram aos russos um novo nome para Eletronuclear: Russian Nuclear Complex in Brazilian Lands SA.

Pinto sem limites: Projeto “Muniz” já está em andamento

Segundo informações de bastidores o presidente Pinto esta preparando o chamado “Projeto Muniz”, que pretende colocar um teto de idade para impedir quem tem mais de 65 anos possa assumir o cargo de gestor /diretor das empresas do Sistema Eletrobras, ou seja, esse projeto tem nome, sobrenome, matrícula e CPF.

Lembrete: Qualquer semelhança com José Antônio Muniz não é mera coincidência.

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