Lucros crescem, mas PLR diminui

Mesmo após o acordo da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) de 2025 ter sido firmado entre o Sinergia e a Neoenergia em maio deste ano, a entidade sindical avalia que a metodologia adotada se mostrou contraditória e prejudicial aos trabalhadores.

Os indicadores financeiros da empresa apresentaram crescimento significativo no período. O lucro líquido passou de R$ 1,8 bilhão em 2024 para R$ 2,03 bilhões em 2025, um aumento de 12,36%. Já o EBITDA evoluiu de R$ 4,9 bilhões para R$ 5,34 bilhões, crescimento de 8,73%.

Apesar dos resultados positivos, a PLR dos trabalhadores sofreu uma redução de 14,8% em comparação ao ano anterior, o que evidencia distorções no modelo aplicado. Entendemos que houve peso excessivo no chamado “combo financeiro”, indicador sob controle direto da gestão da empresa. Para se ter ideia, dos 350 pontos possíveis nesse critério, os trabalhadores perderam 264,41 pontos. Em contrapartida, nos demais 14 objetivos avaliados, a perda foi de apenas 13,19 pontos.

Outro ponto a ser considerado é a ausência de compensação quando as metas são superadas. Incrivelmente, mesmo com resultados acima do previsto, não há pontuação adicional para os trabalhadores, enquanto a empresa se beneficia financeiramente. Essa é uma antiga reivindicação, do Sinergia, inclusive vem sendo apresentada há anos pela Intersindical, sem avanço nas negociações.

O Sinergia repudia o endurecimento progressivo das metas e a definição de objetivos que, na prática, dependeriam exclusivamente de decisões da gestão, o que impacta diretamente na remuneração dos empregados.

Diante desse cenário, os sindicatos que compõem a Intersindical afirmam que não aceitarão, nos próximos acordos de PLR, metas consideradas inalcançáveis ou com peso desproporcional. Além disso, defendem a implementação de mecanismos de compensação para metas superadas, garantindo maior equilíbrio na distribuição dos resultados. Em nossa avalaição, a atual metodologia necessita de ajustes urgentes, por gerar prejuízos recorrentes aos trabalhadores e favorecer apenas os acionistas.

Distribuição da PLR 2025

Neste ano, não haverá avaliação por unidades ou departamentos. A distribuição da PLR será feita da seguinte forma:

  • 50% do valor será pago como parte fixa, igualmente dividido entre todos os trabalhadores não executivos;
  • Os outros 50% serão distribuídos com base na folha de SIR, multiplicados pelo índice individual de cada trabalhador.

O sindicato orienta a categoria a acompanhar os desdobramentos e reforça a importância da mobilização para garantir mudanças no próximo ciclo de negociação.

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