
Quando você pensa que a Coelba atingiu o limite da perversidade, eis que ela te surpreende com mais uma de suas atitudes desumanas. Enquanto a categoria segue mobilizada na defesa dos seus direitos, repudiando a mudança do calendário laboral e o tratamento dado aos que garantem o sistema elétrico funcionado, a empresa tira sarro com a categoria oferecendo bailinho surpresa de Carnaval. Isso mesmo. Como se estivessem em Nárnia, a direção da Coelba acha que vai contornar a crise colocando o trabalhador pra pular.
As últimas atitudes da Coelba estão revoltando ainda mais a categoria. Para se ter ideia, os trabalhadores que atuam na UTD da Graça, que fica localizada dentro do circuito, a empresa simplesmente negou o pedido de reembolso de taxi. Ou seja, a orientação é que peguem transporte público. Ora, todos sabemos que é limitado o transporte coletivo em áreas do carnaval, alguns locais inclusive o roteiro normal dos ônibus foi alterado. Apenas táxis e demais serviços de transporte podem ter acesso a essas áreas. Mas, a Coelba ignora. Assim como ignora a grande insatisfação dos seus trabalhadores.
Na Coelba é sempre comum o “dois pesos, duas medidas”. Para justificar a mudança do calendário, ela afirma que o Carnaval é considerado período normal, devendo, portanto, os trabalhadores manter a rotina semelhante aos demais dias. Mas, por outro, pede para suas equipes cumprir a escala especial do período momesco. É cada uma!
Mas nada é tão ruim que não possa piorar. Em meio a toda essa crise e péssimo clima organizacional, a empresa resolve dar uma prova ainda maior do quanto é perversa. Simplesmente, organizou um carnaval surpresa em suas instalações. Com direito a mini trio e tudo. Ah, tinha salgadinhos também. Ainda não sabemos se a fantasia dos coelbanos deveria ser de palhaços e a dos seus representantes do RH de carrascos. Isso não informado pela Coelba. Se bem que no caso da direção da empresa, não se trata de fantasia. São carrascos durante todo o ano mesmo.
É muita contradição para uma única empresa. Se por um lado pagam mais de 12 milhões em publicidade a um único artista no carnaval, por outro, negam míseros 300 mil para o pagamento de quem efetivamente faz a festa ter luz. Afinal, são esses profissionais os responsáveis pela manutenção de todo sistema da maior festa popular do planeta.
Seguimos na luta!
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