Não reeleja deputados e senadores que votaram contra você

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A grande maioria dos atuais deputados federais e senadores tem sido responsável pelos maiores retrocessos da história do país, ao aprovarem no Congresso Nacional leis e medidas que destruíram conquistas históricas da classe trabalhadora, reduziram investimentos públicos, autorizaram privatizações, entregaram o Pré-Sal, entre tantas outras mazelas.

Por isso, antes de votar nessas eleições, confira o levantamento feito pelo Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), que disponibilizou em seu portal o voto dos congressistas em 10 temas que marcaram a atual legislatura e afetam os trabalhadores e a democracia.

A lista mostra como os parlamentares votaram no impeachment da presidenta Dilma Rousseff, na cassação do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), na entrega do Pré-Sal para as petrolíferas estrangeiras, na terceirização ampla e irrestrita de todas as atividades, na primeira e segunda denúncia contra Temer, na reforma trabalhista, na PEC dos gastos públicos, na MP que isentou de impostos as petrolíferas e na tentativa de reforma da Previdência.

Entre os atuais candidatos à Presidência da República, os que tinham mandatos no Congresso são os deputados federais Jair Bolsonaro (PSL) e Cabo Daciolo (Patriotas) e o senador Álvaro Dias (Podemos).

A análise do banco de dados do Diap, que será atualizado até as eleições, permite ao eleitor saber como eles votaram em relação às medidas que impactam diretamente a vida dos trabalhadores.

 

Confira o levantamento:

Entrega do Pré-Sal às multinacionais

A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 5 de outubro de 2016, o PL 4.567/16 (PLS 131/15), do senador José Serra (PSDB-SP), que desobrigou a Petrobrás de ser a operadora única dos blocos do pré-sal no regime de partilha de produção. Na votação, foram 292 votos a favor do projeto e 101 contra. Sancionado, foi transformado na Lei 13.365/16Leia mais

No Senado, o projeto foi aprovado no dia 24 de fevereiro de 2016 por 40 a 26 e 2 abstençõesLei mais

 

Terceirização de todas as atividades

A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 22 de março de 2017, por 232 votos favoráveis, 188 contrários e 8 abstenções, o PL 4.302/98, que permite a terceirização dos postos de trabalho em todas as áreas (atividade-fim e atividade-meio) das empresas. Foi aprovado substitutivo do Senado para a matéria, que também aumentou de 3 para 6 meses o tempo do trabalho temporário, prazo que pode ser alterado por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho. Enviado à sanção presidencial foi transformado na Lei 13.429/17Leia mais

 

Reforma Trabalhista

No dia 26 de abril de 2017, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou o PL 6.787/16 (que acaba com uma série de direitos e conquistas da CLT), por 296 a 177. No Senado, a matéria tramitou como Projeto de Lei da Câmara (PLC) 38/17. Foi aprovado no dia 11 de julho de 2017, por 50 a 26 e 1 abstenção. O projeto foi sancionado por Temer como a Lei 13.467/17, em 13 de julho de 2017. Entrou em vigor no dia 11 de novembro de 2017. Leia mais

 

Teto de gastos – que congelou por 20 anos os orçamentos públicos

A Câmara dos Deputados aprovou, no dia 10 de outubro de 2016, por 366 votos a 111, o texto-base da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241/16, enviada ao Congresso por Temer, que cria um teto de despesas primárias federais por 20 anos, reajustado pelo IPCA. O texto aprovado foi o substitutivo da comissão especial, de autoria do deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). No Senado, o texto tramitou como PEC 55/16, e foi aprovado em 1º turno, em 29 de novembro de 2016, por 61 a 14Leia mais

No 2º turno, a proposta foi aprovada em 13 de dezembro de 2016, por 53 a 16Leia mais

Promulgada pelo Congresso Nacional no dia 15 de dezembro de 2016, foi transformada na Emenda à Constituição (EC) 95/16.

 

MP do trilhão – que beneficiou as multinacionais de petróleo

Por 208 votos favoráveis e 184 contrários, a Câmara dos Deputados aprovou, no dia 29 de novembro de 2017, o texto-base da Medida Provisória (MP) 795/17, que estabelece redução de tributos às petrolíferas estrangeiras na exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural (entenda a MP). O pacote de bondades significará renúncia de receitas na ordem de R$ 50 bilhões por ano. Como a MP foi alterada, se transformou no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 36/17.

Segundo o texto, as empresas ficam isentas de pagamento do imposto de importação, do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), e das respectivas contribuições para o Programa de Integração Social e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PIS/Pasep-Importação), e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins-Importação). Quando enviada pelo governo Temer, a proposta suspendia os tributos somente até 31 de julho de 2022. Ao relatar a matéria, porém, o deputado Júlio Lopes (PP-RJ) ampliou o prazo para 2040, o que deve acarretar em perdas somadas da ordem de R$ 1 trilhão em receitas que deveriam ser destinadas à União – cerca de R$ 50 bilhões por ano. Leia mais

A MP 795/17, convertida no Projeto de Lei de Conversão (PLV) 36/17, foi aprovado no Senado no dia 12 de dezembro de 2017, com alteração, por 27 votos a 20, o que obrigou o retorno da proposta aos deputados. Leia mais

O texto foi alterado pelo Senado e devolvido à Câmara. Por 206 votos a 193, os deputados rejeitaram, no dia 13 de dezembro de 2017, emenda do Senado, evitando a perda de vigência da MP 795/17, cuja tramitação precisava ser concluída no Congresso até o dia 15 de dezembro. O dispositivo, formalizado pelo líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), visava limitar a 31 de julho de 2022 os benefícios fiscais concedidos pelo Brasil a empresas petrolíferas estrangeiras que atuarão em blocos das camadas pré-sal e pós-sal, inclusive por meio de isenções para importação de máquinas e equipamentos. Encerrada a deliberação na Câmara, o texto seguiu para sanção presidencial. Leia mais

 

PEC 287/16: Reforma da Previdência

A proposta de reforma da Previdência (texto original) foi encaminhada por Temer à Câmara dos Deputados em 5 de dezembro de 2016. Teve sua constitucionalidade aprovada pela Comissão de Constituição e Justiça no dia 14 de dezembro de 2016. O relator na CCJ foi o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS). +PEC+287/2016″ > Veja o voto do relator na CCJ.

A comissão especial, que analisou o mérito da PEC foi constituída no dia 9 de fevereiro de 2017, cujo presidente foi o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) e o relator, deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA).

A proposta recebeu, na comissão especial, 131 emendas válidas. O relator apresentou seu substitutivo, em 19 de abril, cujo texto foi aprovado no colegiado no dia 3 de maio, por 23 a 14. Ficaram faltando os destaques e emendas apresentadas ao substitutivo, que a comissão concluiu no dia 9 de maio de 2017. A proposta estava pronta para votação em primeiro turno no plenário da Câmara, que para aprová-la necessitava de no mínimo 308 votos, em dois turnos.

Governo apresentou em 22 de novembro de 2017 novo texto: Emenda Aglutinativa GlobalLeia mais

O Diap divulgou, em dezembro de 2017, o “Mapa de Votos” com a posição de cada parlamentar sobre o texto que seria votado.

 

Impeachment da presidente Dilma Rousseff

O processo iniciou-se com a aceitação, em 2 de dezembro de 2015, pelo então presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de denúncia por crime de responsabilidade oferecida pelo procurador de Justiça aposentado Hélio Bicudo e pelos advogados Miguel Reale Júnior e Janaina Paschoal, que a Câmara recebeu e autorizou instauração de processo, por 367 votos a favor e 137 contra, e se encerrou com votação no Senado, no dia 31 de agosto de 2016, resultando na cassação do mandato da presidenta Dilma Rousseff, por 61 votos favoráveis ao impeachment e 21 contrários. Na votação, que tratou da inabilitação de Dilma para funções públicas, o Senado manteve os direitos políticos da petista em votação com placar 42 de votos favoráveis à aplicação da pena, 36 contrários e 3 abstenções. Leia as notas taquigráficas da sessão do Senado que concluiu pela cassação da presidente.

 

Cassação do ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ)

No dia 12 de setembro de 2016, a Câmara dos Deputados cassou, por 450 votos a favor, 10 contra e 9 abstenções, o mandato do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de quebra de decoro parlamentar por ter mentido à CPI da Petrobras ao negar a existência de contas bancárias na Suíça. O processo contra o ex-deputado durou 11 meses. Ele ficou inelegível até 2027. Leia mais

 

1ª denúncia contra o presidente Temer

O plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, no dia 2 de agosto de 2017, por 263 votos a 227 e 2 abstenções, a autorização para o Supremo Tribunal Federal (STF) abrir processo criminal contra o presidente da República, Michel Temer, por crime de corrupção passiva, seguindo parecer da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). Leia mais

 

2ª denúncia  contra o presidente Temer

Pela 2ª vez (a 1ª foi em agosto), a Câmara dos Deputados recusou, no dia 25 de outubro de 2017, autorização (SIP 2/17) para o Supremo Tribunal Federal (STF) processar, por crime comum, de organização criminosa e obstrução de Justiça o presidente Michel Temer (PMDB) e os ministros Eliseu Padilha (Casa Civil) e Moreira Franco (Secretaria-Geral). Com 251 votos a 233, o plenário acompanhou o relatório da CCJ, do deputado Bonifácio de Andrada (PSDB-MG). O pedido de autorização foi arquivado. Leia mais

 

Reforma Política: “distritão”

A Câmara dos Deputados rejeitou, em votação no dia 19 de setembro de 2017, a proposta (PEC 77/03) que transformava o atual sistema eleitoral no “distritão” em 2018 e no “distrital misto”, em 2022. A mudança valeria para escolha de deputados e vereadores. A proposta recebeu 238 votos contra e apenas 205 a favor. Faltaram 103 votos. Para ser aprovada, precisaria de no mínimo 308 votos.

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