3 de Outubro: Dia de Luta Pela Soberania Nacional e contra a privatização da Eletrobras e da Chesf

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A aventura privatista, sem precedentes, do ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Fillho, toma corpo e avança sorrateiramente em setores estratégicos do país. As usinas da Cemig, entregues nesta semana ao capital privado e estrangeiro, representam o primeiro passo da tentativa de desmonte do setor elétrico estatal.

Na mira da privatização, a Eletrobras segue na lista das empresas que o governo pretende vender com a justificativa de cobrir o rombo fiscal de mais de 160 bilhões de reais. Ao mesmo tempo, dívidas bilionárias dos bancos, agronegócio e empresariado em geral estão sendo perdoadas. Somente o banco Itaú deixará de pagar R$ 25 bilhões junto à Receita Federal.

Para todo o parque de geração, transmissão e distribuição de energia da Eletrobras e suas subsidiárias, o governo federal ambiciona arrecadar cerca de 20 bilhões. Com uma visão de mercado, o MME ignora a importância das estatais para o desenvolvimento econômico e social do país e, principalmente, das regiões onde há atuação da Eletrobras.

A Chesf é responsável por uma série de programas sociais que garantem para a população de menor renda acesso à energia, ao mercado de trabalho e a saúde, além disso desenvolve diversas ações nas áreas de saúde, educação, apoio à produção e preservação ambiental e defesa do Rio São Francisco.

É certo que nessa batalha, os sindicatos são instrumentos de luta, mas sem a participação ativa, mobilização e apoio dos trabalhadores perdemos força. Hoje, o futuro da nossa empresa pesa nos nossos ombros, é nossa responsabilidade defender uma das maiores empresa do Brasil.

No Dia de Luta Pela Soberania Nacional e contra a privatização da Eletrobras todo o setor elétrico estará com as suas atividades paralisadas. A sua participação é essencial para salvarmos uma das mais importantes empresas do setor elétrico brasileiro.

A luta segue contra a venda da Cemig

A Comissão de Constituição e Justiça, da Câmara, aprovou o projeto do deputado Patrus Ananias (PT-MG) contra o leilão das usinas hidrelétricas da Cemig. O objetivo é sustar as duas portarias editadas pelo Ministério de Minas e Energia em abril e maio deste ano, que permitiram a realização dos leilões. De acordo com o autor da proposta, o contrato do projeto prevê a renovação automática da concessão por mais 20 anos, desde que a empresa manifeste seu interesse ou que o governo federal não se manifeste sobre o assunto.

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